ForDrive
  condução auditorias conducao condução avançada eLearning eventos conducão primeiros socorros
 
Empresa
Visão e Missão
Metodologia EMSDRIVE
Equipa
Serviços Prestados
Plataforma Gestão de Formação
Contactos
ForDrive em Angola
 
Área Reservada de Formandos
 
 

EMSDRIVE

DGERT
Acreditação Entidade Formadora

 
 
ForDrive nas redes sociais

Receba a nossa newsletter

Nome :
Email :
 

 

 
ForDrive Noticias

ForDrive Área Técnica

Fadiga ao volante
 


A fadiga é um estado de cansaço contínuo que condiciona a obtenção de bons resultados em qualquer actividade e que se caracteriza por uma diminuição das capacidades perceptivas, cognitivas e motoras. A fadiga no condutor diminui a vigilância, a atenção, a capacidade perceptiva, a resposta reflexa, o tempo de reacção e todo o processo de tomada de decisão. Sendo a condução uma actividade complexa e exigente, os efeitos da fadiga são muito prejudiciais.

Mas apesar de o sabermos, a maioria dos condutores despreza este factor de risco e não se coíbe de conduzir em estados de grande fadiga. Mesmo o condutor que habitualmente não conduz quando ingere bebidas alcoólicas, por exemplo, raramente deixa de conduzir “só” porque está cansado. Estudos europeus apontam a fadiga como uma causa imediata ou potenciadora dos sinistros rodoviários em pelo menos 10% na condução de ligeiros e 20% na condução de pesados.    





Quais as causas da fadiga?

As causas são diversas e não afetam todos os individuos da mesma forma: aqui fica uma lista das causas mais comuns de fadiga:




  • Deficit de horas de sono

  • Grande esforço físico

  • Trabalho intelectual intenso

  • Ingestão de bebidas alcoólicas

  • Uso de alguns tipos de medicamentos

  • Estado de stress

  • Estado de doença

  • Má forma física

  • Posição desconfortável ao volante

  • Longas horas de condução

  • Temperaturas extremas (muito calor ou muito frio)

  • Ambiente saturado (fumo de tabaco, CO2, etc.)

  • Monotonia provocada pelo meio ambiente e/ou pelo traçado da via

  • Deficiente arejamento do habitáculo do veículo

  • Refeições pesadas

  • Condução nocturna

  • Deficiências visuais não corrigidas



A primeira causa de fadiga identificada nesta lista, a falta de horas de sono, é uma das mais importantes e aparece associada a muitos sinistros.


Porquê o deficit de horas de sono?

Antes da era da electricidade, a população do mundo ocidental dormia em média cerca de 9 horas. Na década de 50 do século passado, a média baixou para menos de 8 horas. Nas sociedades modernas, para a população activa, 8 horas seguidas de sono são considerados um luxo. As pressões económicas, o aumento de horas de trabalho pela competitividade laboral, o ruído, a luminosidade urbana, a televisão e a Internet, são apenas algumas das causas de menor tempo dedicado ao sono.

Estima-se que, em média, uma pessoa precise de dormir entre 6,30 a 9h por noite. 1 a 2 horas de sono em défice por noite, equivale a uma noite em claro ao fim de 4 a 5 dias.




Para quê dormir?

As funções do sono têm sido sucessivamente discutidas e estudadas, sendo diversas as funções propostas, desde a antiguidade até aos nossos dias. O que se sabe actualmente é que o sono é um processo multifuncional, ou seja, que executa diversas funções. Funções com carácter reparador, restaurador, de conservação de energia e ainda comportamental pela protecção da estimulação excessiva ou conflitual.


Quando não se dorme o suficiente, mesmo que seja apenas numa noite, inicia-se uma “dívida de sono” que se vai acumulando, até que o sono necessário seja reposto. Uma sonolência problemática ocorre quando a dívida de sono se acumula. Se forem perdidas demasiadas horas de sono, o facto de dormir mais ao fim de semana pode não ser suficiente para reverter completamente os efeitos de não dormir o necessário durante a semana.




A privação de sono leva à fadiga, à sonolência diurna, falta de concentração, depressão e irritabilidade, afectando ainda a memória.


Adormecer ao volante?!

É comum pensar-se que a fadiga ao volante corresponde ao adormecimento durante o acto da condução. Contudo, o adormecimento corresponde a um estado extremo de fadiga, que já ultrapassa muito o estado de sonolência. Há de facto condutores que adormecem de exaustão e embatem ou se despistam na sequência desta perda de consciência. No entanto este não é o efeito do sono mais comum no condutor fatigado e sonolento.



O micro-sono

O micro-sono é um fenómeno de adormecimento que pode durar de uma fracção de segundo até 3-14 segundos. Este ocorre em consequência de privação de sono, fadiga mental, depressão, entre outras causas. O micro-sono pode ocorrer a qualquer momento ao condutor, normalmente sem sintomas prévios. É o caso típico do condutor que reconhece que está cansado e com algum sono, mas que recusa a possibilidade de adormecer ao volante. Estudos mostraram que este fenómeno é muito mais comum do que se julgava e está na origem de muitos sinistros "sem causa aparente".






A fadiga é, só por si, um agente indutor da sonolência.



 


Outras causas da fadiga

É importante que os condutores reconheçam as principais causas da fadiga e/ou sonolência ao volante, para que possam tomar medidas preventivas, especialmente antes de uma viagem longa.

O pico da fadiga e da sonolência surge normalmente entre as 2 e as 6 horas da madrugada, quando o ritmo biológico induz o sono, e à tarde entre as 14 e as 16 horas, normalmente associado à fase da digestão do almoço. Existem ainda outros factores de ordem pessoal como a toma de determinados medicamentos, álcool ou estupefacientes. De referir ainda outros factores externos respeitantes à infra-estrutura e meio rodoviário, como sejam um ambiente rodoviário monótono, a circulação nocturna, grande ou muito reduzida intensidade de tráfego, etc.



Quais os sinais de alerta do condutor fatigado ou sintomas da fadiga?



  • Bocejos frequentes

  • Dificuldade de concentração

  • Dificuldade em manter os olhos abertos e em os focar

  • Sensação de picadas nos olhos ou de olhos pesados

  • Sensação de entorpecimento e cãibras

  • Impaciência, mau humor

  • Dificuldade em manter a cabeça direita

  • Sensação de reagir com mais lentidão

  • Dificuldade em reter em memória acontecimentos imediatamente anteriores, como a dificuldade em recordar os últimos metros ou quilómetros percorridos

  • Pensamentos desconexos

  • Sensação de sonhar acordado

  • Mudanças constantes de velocidade

  • Alterações no desempenho da condução, como dificuldades no manuseamento da caixa de velocidades ou travagens pouco suaves

  • Sensação de que todos os outros condutores conduzem mal

  • Sensação de alterações no ruído próprio do veículo




    Principais efeitos da fadiga na condução





  • Perda de vigilância em relação ao meio envolvente

  • Aumento do tempo de reacção – estima-se que, após 2h de condução continuada, o tempo de reacção normal do condutor duplique e consequentemente a distância de reacção e a distância de paragem do veículo aumentem

  • Lentificação da resposta reflexa

  • Diminuição da capacidade de decisão

  • Perturbações na visão

  • Períodos de ausência, micro-sono

  • Aumento da sensação de esforço

  • Menosprezo pela sinalização e dificuldades na sua descodificação

  • Dificuldade em manter estável a trajectória do veículo


 


Fadiga e álcool

Estudos internacionais provam que os efeitos da fadiga na condução são em tudo semelhantes aos efeitos provocados pelo álcool. Sabe-se que após 19 horas de privação de sono a diminuição de desempenho é equivalente à observada em indivíduos com uma TAS de 0,50g/l, e que após 24 horas sem dormir essa diminuição é similar a uma TAS de 1g/l. A condução sob os efeitos simultâneos da fadiga e do álcool é extremamente arriscada. A junção explosiva de álcool e privação do sono, pode explicar o elevado índice de gravidade na sinistralidade rodoviária que ocorre no período nocturno, envolvendo particularmente os condutores mais jovens.


Combater a fadiga

Todos nós já ouvimos uma série de conselhos ou “dicas” para combater a fadiga. Será que são eficazes? Na maior parte das vezes, estas técnicas têm um efeito muito limitado, ou não ajudam a diminuir a fadiga, como ainda a podem agravar mais. Uma das ideias mais difundidas é que, quando estamos cansados, devemos tomar um café. Como estimulante que é, o café aumenta durante um pequeno período de tempo o estado de alerta. Todavia, de facto, esse período é de curta duração e uma vez decorrido, a fadiga retorna e instala-se com mais intensidade.

Outra técnica muito falada é a de abrir a janela para que o ar fresco possa reanimar o condutor e fazer com que a fadiga passe. Este comportamento possui um efeito de muita curta duração.


Um mito muito perigoso advém dos condutores pensarem que, se aumentarem a velocidade, isso irá diminuir a fadiga. Nada de mais errado! Aumentando a velocidade, o cérebro é obrigado a processar mais informação em menor espaço de tempo, desgastando-o mais e, por consequência, aumentando mais a fadiga.


De facto a única estratégia de combater eficazmente e fadiga é repousando e dormindo. No entanto aqui ficam algumas dicas para minorar a ocorrência de fadiga, embora, repetimos, nenhuma delas substitui 8 horas de sono tranquilo.




Principais formas de evitar a fadiga ao volante



  • Iniciar a viagem bem repousado

  • Dividir as viagens mais longas em etapas e dormir o suficiente nas noites precedentes

  • Não estabelecer hora de chegada

  • Comer refeições ligeiras

  • Não ingerir bebidas alcoólicas

  • Ter em atenção que determinados medicamentos podem provocar sonolência

  • Manter o veículo bem arejado

  • Ajustar o banco de forma a sentar-se confortavelmente (posição ergonómica)

  • Parar de 10 a 15 minutos a cada 2 horas de condução, sair do veículo e caminhar um pouco, prolongando esse período se necessário

  • Não resistir à fadiga, nem ao sono. É preferível parar e dormir um pouco (20 a 40 minutos) ou passar, se possível, o volante a outra pessoa.



 


Bom descanso e boa viagem


   
  Este artigo foi visualizado 7 vezes
  ver todos
 
 
inicio | termos de uso | politica de privacidade